O mês de abril possui uma cor diferente, a azul, para fomentar a conscientização sobre o
transtorno do espectro autista (TEA). O autismo passou por algumas alterações no que
tange a sua nomenclatura e classificação, de acordo com os manuais diagnósticos.
Atualmente, o nome utilizado é transtorno do espectro autista (TEA). Recebeu a nomenclatura “espectro” para conscientizar que o conjunto de características (sintomas) presentes no transtorno são amplas e podem surgir de formas diferentes em cada indivíduo. Ou seja, nem todas as pessoas com TEA irão apresentar as mesmas demandas emocionais, comportamentais e de comprometimento. Além disso, a classificação também se dá em níveis, que correspondem à necessidade de suporte que o indivíduo irá precisar
ter para ajudá-lo no seu processo de desenvolvimento e manejos sociais. Sendo eles: o nível 1 de suporte, nível 2 ou nível 3.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento, o
que significa que apresenta uma forma diferente no seu desenvolvimento, percepção e
organização da relação entre eu e o mundo. O indivíduo nasce com TEA, podendo apresentar suas características desde os primeiros momentos de vida, ou pode se apresentar como o autismo
regressivo, em que a criança vai perdendo algumas habilidades previamente adquiridas e se
mostrando de forma mais imperativa às características do TEA. Ocorre a possibilidade do indivíduo possuir o TEA associado a outro transtorno, sendo nomeado como comorbidade.
Falar sobre o TEA e/ou receber este diagnóstico não está relacionado a criar um estereótipo do indivíduo, mas é a possibilidade da compreensão, de promover ambientes que possam
contribuir com o seu desenvolvimento e bem-estar, a garantia dos seus direitos e a inclusão em todos os meios em que convive. O diagnóstico é uma possibilidade para a
potencialização, pois quanto mais sabemos de nós mesmos, mais fortes e seguros podemos ser!
Dra. Amanda Machado – Psicóloga